A branco da manha

Bem para quem só vem ao blog umas poucas de vezes ou não vem, este dia nevou todo o dia, desde que me levantei até não ver nada lá fora. Além daquele grande malho que me deixou com o rabo como uma pedra (não só duro mas também frio).
Mas eis o que me marcou o dia, um intervalo no filme, tirei uma pausa... E resolvi ir a neve, mas a minha surpresa foi outra. Estava metido na sala quando saí a partir do momento que a porta revelou o exterior parecia mágico, o barulho à minha volta silenciou-se, e revelou-se o exterior tirado de um conto de fadas, mas a diferença é que nem os pássaros cantavam, não se mexia uma única coisa (com excepção à neve a cair) nesse momento senti-me leve e quase descolei os pés do chão, o frio não me tocava nos meus braços nus, era simplesmente eu e o exterior. Nesse momento invejei a natureza pela sua beleza, foi então que decidi mexer-me e dirigir-me à neve, aquela coisa branca tão insignificante e abstracta chamava-me e eu ouvia, uma parte de mim não queria tocar, não queria sentir o frio, a outra queria senti-la. Então resolvi arriscar e peguei num bocado dessa essencia branca e fria, mas ao que parece não era fria, conseguia senti-lo nos dedos e nas membranas dos próprios dedos que a seguravam, em parte interessante. É neste momento deste texto que voces pensam que eu tive outra quebra psicologia, a resposta é não, estava normal.
Embora fosse interessante este momento, este teve de acabar e de uma maneira simples, bastou soprar um vento macio mais gélido que me gelou até os ossos, e nesse momento acordei e decidi voltar para o mundo moderno e deixar a mãe natureza para uma próxima, aquele momento passou, mas a imagem ficou e isso é o importante.

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